
Matutando…
No Velho Testamento vemos: amar como a nós mesmos…
Esse amar como a nós mesmos, nos leva a uma atitude que se assemelha ao farisaísmo: são os meus interesses que contam. É a história do casamento: amo porque quero ser feliz e não amo porque quero fazer feliz!
No Evangelho vemos com qual amor devemos amar a Deus, vemos que o amor verdadeiro é o amor com que Deus nos ama, que é dom Dele mesmo a nós (Rm 5,5).
Percebemos também que não amamos a Deus com esse amor! Resultado é o cansaço, esgotamento, etc.
O “mundo” diz que temos “o direito de ser feliz” e devemos buscar a própria felicidade, pouco se importando com a felicidade do outro. O cristianismo propõe fazer o outro feliz. É isso que me faz feliz! Há mais alegria em dar do que em receber (At 20,35).
O “amar o outro” como princípio de nossa realização se aplica primeiramente a Deus que é o totalmente Outro, absolutamente Outro.
Então só posso amá-Lo com o mesmo amor com que Ele me ama, fora disso nosso relacionamento com Ele se assemelha ao do “irmão mais velho” (Lc 15,35): um relacionamento de escravo, não de filho ..
Autor: Tácito Coutinho, Tatá, Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi