
Matutando…
A mulher adultera (Jo 8,11). É um episódio conhecido da Comunidade cristã primitiva acrescentado mais tarde ao texto do Evangelho.
Uma mulher apanhada em adultério é colocada diante de Jesus para que se cumprisse a Lei: o apedrejamento, lapidação.
“Apanhada em adultério”. Logo pensamos da traição ao matrimônio, mas onde está o outro?
A mulher era casada, ou o homem era casado? Ou os dois casados com pessoas diferentes?
“A mulher é Israel, o Povo de Deus. Somos nós! Somos infiéis a Deus e seguimos outros “deuses”, não faz sua Vontade” (S. Agostinho)…
O que está em jogo é: a Lei – justiça retribuitiva e punitiva – ou a Misericórdia como “contravenção” da Lei.
Esta é a armadilha dos dias de hoje. Como agir: pelo direito ou pela misericórdia?
Os doutores da lei queriam por Jesus à prova e prepararam uma armadilha. O que está em jogo é: a Lei – como justiça retribuitiva e punitiva – ou a Misericórdia como “contravenção” da Lei.
Jesus escandaliza os “doutores” optando pela Misericórdia.
Confronta-os com a própria Lei: quem nunca adulterou? Quem – quem de nós – nunca foi infiel a Deus?
Eles se afastam… confessam a culpa.
Autor: Tácito Coutinho, Tatá, Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi