
Matutando…
- Marcos 12,28-34
Ao tomar o texto, a primeira coisa que vem ao coração e inteligência é que aqui o Senhor está tratando do que é fundamental, prioritário, para a realização da vontade de Deus.
Existe atualmente a necessidade de considerarmos o amor a nós mesmos como princípio de vida espiritual e como pré-requisito para o relacionamento fraterno que é a exigência fundamental da vida de comunidade. É preciso considerar o “amor a nós mesmos” para compreender e viver o amor ao irmão!
A chamada “Regra de Ouro”, que encontramos tanto no Evangelho (Mt 7,12) como na literatura espiritual mais antiga. “Fazer aos outros aquilo que gostaríamos que fizessem a nós mesmos”, nada mais é do que uma aplicação do mesmo princípio: amar o outro como a nós mesmos.
A tendência de não considerarmos a nós mesmos e nossas qualidades, por ser “perigoso” para a “humildade” gera uma falsa ideia da virtude e da vida cristã.
Pode causar prejuízo a espiritualidade! Pode se tornar “mórbida e pessimista”, matando a esperança que é a virtude cristã por excelência e consequentemente dificultando o relacionamento comunitário.
Em alguns lugares e orientações, equivocadamente, consideram esse “amar a si mesmo” como algo desprezível, “não muito santo” e confundindo com “amar as coisas do mundo”, produzindo uma espiritualidade alienada e intimista.
“E o segundo mandamento é: ‘Amarás teu próximo como a ti mesmo’”!
Autor: Tácito Coutinho, Tatá, Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi