Reflexões / Matutações

RCC: Volta ao primeiro amor!

13/09/2017

Perdi o sono... A matutação de ontem “rendeu”, como dizemos aqui em Minas. Mas como para “matutar, basta começar”, numa adaptação livre de um velho ditado mineiro. Assim fui matutando e lembrando outras partilhas “preocupantes”, as inquietações de lideres “antigos” e relendo o texto do “Velho mano velho” e outros escritos, nos “alfarrábios”...

 A Palavra pregada no Encontro em Roma e que tem sido “rhema” para a RCC, neste “Ano Jubilar” é: “volta ao primeiro amor” – Apc 2,3. Isso nos leva a perguntar: “Quais foram as primeiras obras das quais me esqueci? As muitas atividades realizadas não são provas de amor pelo Senhor?

 Mais uma vez, recorro ao texto do Reinaldo onde ele descreve algumas “coisas do começo”, embora não esgote o tema: “O Senhor nos recorda, entre outras coisas, que: o primeiro chamado de Jesus para nossas vidas é para estarmos com Ele, e não para fazermos coisas para Ele; que tempo de oração pessoal é uma questão de amor, e não pode ser “trocado” por nenhum ativismo, ainda que “carismático”; o louvor, que era sinal distintivo do povo da Renovação, hoje, se limita, frequentemente, a alguns cânticos e a um “barulho carismático” coletivo no grupo de oração;  (...) o nosso ego, que a princípio fora destronado pelo Senhorio de Jesus Cristo, parece que voltou a reinar. “É como eu quero”; “eu posso”; “eu tenho o discernimento”, “eu decido”; sede de santidade, idas transformadas radicalmente, amor às pessoas, zelo pela salvação das almas; muita – excelente, esmerada, impressionante – organização, pouca unção, pouca preocupação com a presença do carisma na base de todo ministério”...

 Deus tem nos falado de muitas e diferentes maneiras a respeito de um eminente reavivamento na Renovação Carismática. Tem dado sinais de que “a Renovação está grávida de renovação” - uma velha profecia que, como outras, foi “esquecida”. Uma das características de todo reavivamento é a purificação.

 Todo reavivamento espiritual supõe uma purificação dolorosa. É preciso ter “coragem profética” para mexer naquilo que está “ajuntando mofo” ou que prejudica a identidade e a missão. Uma questão se levanta: poder ou serviço? Lei ou bem-aventurança? Controle legalista ou liberdade do Espírito? Uniformidade ou pluralidade na comunhão? É preciso que cada um de nós tenha a coragem de romper com o marasmo e a mesmice e, com o “estruturalismo” e a “hierarquização” da organização interna e permitir que o Senhor assuma em todas as nossas atividades o Senhorio que tanto anunciamos ser d’Ele.

 Assumir nossa identidade e nosso carisma, e abraçar com “parresia” o Apostolado de Pentecostes, fazendo com que, “no nosso tempo ávido de esperança, o Espírito Santo seja conhecido e amado”. Difundir a espiritualidade de Pentecostes na Igreja, “como um renovado salto de oração, de santidade, de comunhão e de anúncio” - S. João Paulo II. Anunciar com poder que Jesus Cristo é o Senhor!

 50 anos! É tempo de louvar pela graça dada, arrepender-se pela graça que não nos dispusemos a receber. Voltar – não no tempo, não no espaço, nem no saudosismo: voltar ao Senhor. Procurá-lo e encontrá-Lo, buscando-o de todo coração - Jr. 29,13. Buscar o Senhor enquanto Ele se deixa encontrar! Retornar ao primeiro amor e às primeiras obras, antes que o Senhor se decida a “vir a nós, e remover o nosso candelabro do seu lugar, se não nos arrependermos”... - Apc 2,5b

 Como diz Reinaldo: “Coragem, pois, Renovação Carismática: o Senhor nos precede, com seu Espírito”!...

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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