Reflexões / Matutações

Pós-modernidade

18/07/2017

Assistindo os noticiários fico matutando sobre este momento da história humana, período denominado pós-modernidade, conceito difuso...

 As consciências influenciadas pelo relativismo de valores e educação omissa, passam, a serem formadas dentro de critérios de valores subjetivos, tomando-se laxas ao ponto de serem consideradas "preconceituosas" pessoas ou instituições que se firmem em valores objetivos e evangélicos.

 Para este homem "todo poderoso", a fé toma-se algo perfeitamente dispensável. Cabe ao homem estabelecer o certo e o errado, assim como a ele cabe construir o que, segundo seus próprios conceitos, lhe convém. “É o homem que constrói a própria história e a história de nações inteiras e que cria, por consequência, uma civilização afastada da fé que, longe de ser fundamento, é um valor opcional, individual e supérfluo, acerca do qual é mesmo falta de educação e desrespeito ao direito pessoal se tecer comentários” – Bento XVI.

 O homem "todo poderoso" rejeita tudo o que significa oblação e morte para si mesmo. Não entende o que significa renúncia e considera "amor" o que lhe proporciona prazer e preenche, ainda que momentaneamente, suas necessidades pessoais. A consequência é que a paixão, morte e a pregação de Jesus passam a constituir-se para ele não mais um "escândalo e loucura", mas "uma bobagem, uma lenda, um mito".

 Parece que o “homem pós-moderno” não se sente necessitado da salvação proposta por Jesus, que passa pelo “perder a vida”. Ele se inclina à autossuficiência, ao ateísmo, à mentalidade individualista e secularizada. Suas necessidades pessoais são seu único interesse que o leva a não ter laços afetivos com nenhuma instituição, com nada ou ninguém que o "prendam" ou limitem na sua sede de consumo, de novas emoções, de novidades fascinantes.

 Os cristãos precisam, urgentemente, responder a esta situação que tende ao caos social e moral. Não podemos nos omitir. Somos os principais responsáveis pela evangelização desta cultura dita pós-moderna, somos nós que estamos no mundo! Cabe-nos comprovar com nossa vida que o "sagrado" não se opõe ao "secular", mas dá-lhe sentido, pois "a santidade se opões ao pecado. que é ruptura com Deus", raiz da escravidão do homem.

 Precisamos urgentemente ser fiel a Jesus em Sua Palavra e a sua Igreja. O homem hoje está cansado de palavrório. Decepcionado com a incoerência entre fé e vida - principalmente dos cristãos - ouve mais as testemunhas do que os eloquentes mestres. A unidade entre fé e vida é a arma mais poderosa para estabelecer a "civilização do amor" e contribuir fundamentalmente para a evangelização da cultura.

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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