Reflexões / Matutações

o Paráclito

22/05/2017

Matutando o Evangelho de domingo...

 Jesus vai embora, mas não nos deixa órfãos. Não nos abandona, deixando-nos sozinhos na missão de amar e de pregar o Reino de Deus. Ele promete o envio da parte do Pai de outro “Paráclito”: o Espírito Santo, o Espírito da Verdade.

 O termo “Paráclito” significa consolador, ou defensor, ou as duas coisas. No Antigo Testamento, Deus é o grande consolador de seu povo. Este “Deus da consolação” - Rm 15,4 se “encarnou” e é Jesus Cristo, que se define de fato como o primeiro consolador ou Paráclito - Jo 14,15. O Espírito Santo, sendo aquele que continua a obra de Cristo e que leva a cumprimento as obras comuns da Trindade se define também como Consolador, “o Consolador que estará convosco para sempre”.

 A Igreja inteira, depois da Páscoa, teve uma experiência viva e forte do Espírito como consolador, defensor, aliado, nas dificuldades externas e internas, nas perseguições, na vida de cada dia. Nos Atos dos Apóstolos lemos: “A Igreja se edificava e progredia no temor do Senhor e estava cheia da consolação do Espírito Santo”- At 9,31.

Uma aplicação para nossa vida: precisamos “nos converter em paráclitos! Ainda que é certo que o cristão deve ser ‘outro Cristo’, é igualmente certo que deve ser ‘outro Paráclito’. O Espírito Santo não só nos consola, mas nos faz capazes de consolar os demais” – padre Raniero Cantalamessa.

 A consolação verdadeira vem de Deus, que é o “Pai de toda consolação”. Vem sobre quem está na aflição; mas não se detém aí; seu objetivo último se alcança quando quem experimentou a consolação se serve dela para consolar por sua vez o próximo, com a mesma consolação com a qual ele foi consolado por Deus. Assim se explicam os efeitos que uma simples palavra ou um gesto, em clima de oração, são capazes de fazer na vida dos que sofrem, ou estão desalentados e angustiados. Deus consola, por seu Espírito em nós.

 “Confortai-vos mutuamente” - 1Ts 5,11, significa literalmente se: “sede paráclitos uns dos outros”. A consolação que recebemos do Espírito deve ser dada aos outros, aos irmãos. Não podemos retê-la de forma egoísta para nós, porque logo desaparecerá e será infrutífera...

 Na “Oração de São Francisco”: ...consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que se amado...

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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