Reflexões / Matutações

Autentica justiça social

15/08/2016

Um dos assuntos centrais da justiça social é a distância que existe entre ricos e pobres. O papa Paulo VI frequentemente pedia às pessoas abastadas e de classe média para ouvirem "o clamor do pobre". Ele disse: "Vocês ouvem aumentar com insistência cada vez maior, do seu abandono pessoal e miséria coletiva, o clamor do pobre". Em qualquer sociedade o clamor do pobre pode ser ouvido: crianças que clamam porque não têm o suficiente para comer, os doentes que clamam porque não dispõem do cuidado adequado para a saúde, os idosos que clamam porque suas pensões não podem ser esticadas, pais que clamam porque não podem prover seus filhos.

O papa Paulo VI levantou a questão que deve ser enfrentada por todo o cristão: "Como que o clamor do pobre vai encontrar eco em suas vidas?" Ele diz pronunciadamente, "em suas vidas", porque cada um de nós que professa ser seguidor de Cristo tem a responsabilidade de escutar o clamor do pobre e dar uma resposta.

Mas o que podemos fazer? Paulo VI esquematizou um programa de três pontos em resposta à questão: (1) O clamor do pobre vai nos levar a tornar real a justiça social em nossas vidas –  para falar negativamente, vai impedir-nos de nos envolvermos em qualquer forma de injustiça social; (2) O clamor do pobre não nos permitirá ser levados pela busca desenfreada dos bens materiais; (3) O clamor do pobre vai nos pressionar a partilhar nossos bens e posses com os outros. A propriedade particular não se constitui para ninguém um direito absoluto e incondicional. Ninguém pode se justificar ao guardar para seu uso exclusivo o que não necessita, quando outros passam necessidades ( cf. Populorum Progressio, 23).

(meditando Lucas 16,19-31)

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

Deixe seu comentário

Últimas


O essencial na vida cristã - 23/10/2017

A maturidade cristã - 20/10/2017

O farisaísmo é “um caminho segundo a carne” - 18/10/2017