Reflexões / Matutações

Mundo de informações... podemos filtrar o que é bom?

10/01/2018

Tem dia acho que estou numa Babel! Carros nas ruas anunciam a facilidade do crédito, o produto “milagroso”... O rádio e o som dos carros “berram” músicas e notícias... A televisão, o youTube, facebook, twiter e essa parafernália toda a “espalhar nos ares” informações de toda espécie...

Vivemos hoje num mundo essencialmente comunicativo. Existe sobre nós uma avalanche de informações a invadir nossas vidas todos os dias... Todo tipo de informação... Mas com que profundidade? Onde estará a verdade em tudo aquilo que nos é transmitido? Podemos fazer uma leitura do mundo a partir disso? Escutava uma entrevista de um doutor em comunicações nas redes sociais que fazia exatamente estas mesmas perguntas.

Fiquei matutando... De toda a informação que recebemos a todo o momento, poderíamos ser capazes de filtrar o que realmente é bom? Assuntos que implicam a vida humana são tratados em programas de várias espécies, uns mais “sérios” e outros menos. Temas importantes são abordados e discutidos em programas da manhã, “reality shows”, novelas, da forma que melhor interessa a seus produtores e patrocinadores, que, muitas vezes, não têm compromisso com a verdade, mas com a lucratividade. Mas que influenciam profundamente a vida da sociedade. Um assunto quanto mais trágico e “estranho” mais rentável.

Hoje temos acesso a tantas informações e podemos perceber tantas situações que precisam de ajuda, mas porque nada muda? “A tecnologia que serve para o homem decifrar o código genético e a desbravar o planeta Marte, foi até agora incapaz de mudar o coração do homem e fazê-lo olhar para o mais próximo, para os interesses comuns de paz e justiça. Incapaz de despertar o coração humano para o amor ao próximo”. – S. João Paulo II.

Hoje, como em todos os tempos as pessoas apresentam as mesmas perguntas a respeito do significado da vida: Quem sou eu? De onde venho e aonde vou? Onde está o mal? O que vem depois da morte? A fé oferece e sempre ofereceu a única resposta que realmente satisfaz as profundas interrogações do coração humano: Jesus Cristo, que manifesta perfeitamente o homem ao próprio homem e lhe descobre a sublimidade da sua vocação! - G.S. 22

A relação entre a realidade e a mídia tornou-se mais complexa. Por um lado, as comunicações podem diluir a distinção entre verdade e ilusão; mas, por outro, pode criar oportunidades sem precedentes para tornar a verdade mais universalmente acessível.

Nossa tarefa, a tarefa da Igreja consiste em assegurar o acesso universal à verdade, isso é: “proclamar sobre os telhados”. Portanto, a voz dos cristãos nunca pode silenciar, uma vez que o Senhor nos confiou a palavra da salvação; a palavra que cada coração deseja.

Mesmo sem um microfone, a nossa voz é o primeiro instrumento de comunicação; mesmo sem uma TV, nosso testemunho de vida deve ser o “programa” que convence da verdade, mesmo sem um jornal ou revista nossas comunidades devem ser a comunicação efetiva do Amor de Deus!

 

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

Deixe seu comentário

Últimas


E como crerão naquele que não ouviram? - 12/01/2018

Você faz alguma coisa ou só prega? - 11/01/2018

Mundo de informações... podemos filtrar o que é bom? - 10/01/2018