Reflexões / Matutações

Dia de Nossa Senhora de Guadalupe

12/12/2017

Na América Pré – colombiana a Civilização Azteca foi conquistada pelos espanhóis terminada em 1521 quando o território passou para o domínio da Espanha. As crueldades e injustiças cometidas contra os aztecas fizeram este povo viver uma terrível humilhação e degradação. Pois foi ali, a este povo extremamente machucado, que a Mãe de Deus quis se manifestar com seu amor materno, com seu carinho e atenção. Para isso, escolheu entre os aztecas um dos seus filhos mais humildes, um índio simples e viúvo, cuja família se resumia a um tio, e cuja atividade não passava de tarefas artesanais entremeadas de catequese e orações. Por intermédio desse índio, Deus quis dar ao povo o retraio de sua Mãe Santíssima.

A aparição

Nas redondezas da antiga capital azteca — que se tornou a capital mexicana — vivia um índio convertido, pobre e humilde, Juan Diego. No ano de 1531, 9 de dezembro, festa da Imaculada Conceição,Juan Diego deixou sua casa e se dirigiu à periferia da Cidade do México, para participar da Missa e da catequese. Ao passar pela colina de Tepeiac, ouviu sons, como se muitos pássaros cantassem melodias que jamais ouvira.

Ao subir a colina, avistou a bela Senhora que o enviou ao bispo para lhe pedir que fosse edificada ali uma igreja, dizendo: “onde mostrarei e prodigalizarei todo o meu amor, compaixão, auxílio e proteção a todos os moradores desta terra e também a outros devotos que me invoquem confiantes”.

O Bispo Dom Frei Juan de Zumárraga não acreditou naquele índio pobre e simples e pediu um sinal para que pudesse acreditar ter sido ele enviado pela Senhora do Céu.

Na terça-feira, 12 de dezembro de 1531, Juan Diego saiu de casa para buscar um sacerdote para assistir seu tio que estava gravemente enfermo. De repente Juan Diego a viu descer do cume da colina, a Virgem Maria que barrando-Ihe a passagem disse:

_________"Ouve e guarda em teu coração, filho meu, o mais desamparado. É nada o que te assusta e abate, não te perturbes, não temas essa enfermidade, nem qualquer outro padecimento ou algo angustioso. Acaso não sou eu a tua Mãe? Não estás sob minha sombra e proteção? Acaso não sou eu a tua fonte de vida? Não estás na dobra do meu manto, justamente onde cruzo meus braços? Que mais te faz falta? Que nada te angustie nem te cause amarguras. Que a enfermidade do teu tio não te aflija. Porque não há de morrer dessa doença. Crê no teu coração que ele já está curado".

Então a Senhora do Céu lhe ordenou que subisse a colina e apanhasse as várias espécies de rosas finas de Castela que estavam aí. O lugar não era adequado para brotarem, por ser todo pedregoso, cheio de espinheiros e cactos, e era inverno rigoroso. Colheu-as e guardou-as na dobra de sua manta (que se chamava tilma).

Juan Diego foi ao palácio do Bispo onde impedido de entrar aguardou muito tempo, escondendo as rosas que trazia, até que Dom Frei Juan de Zumárraga ordenou que entrasse.

Juan Diego ajoelhou-se diante do Bispo e abriu sua manta caindo no chão todas as variadas rosas de Castela. No mesmo instante apareceu estampada no manto a preciosa imagem da sempre Virgem Maria, Mãe de Deus. Ao ver isso, todos os que estavam presentes se ajoelharam, admiradíssimos e com o coração cheio de emoção. Depois de orar, também emocionado, Dom Frei Juan de Zumárraga se pôs de pé, desamarrou a manta do pescoço do índio, na qual apareceu a imagem da Senhora do Céu, e guardou-a no seu oratório.

No dia seguinte partiu para casa, pois queria ver como estava seu tio Juan Bernardino e e ao chegar, viram que o tio estava curado e nada mais sentia.

Ao aparecer a Juan Bernardino, tio de Juan Diego, para curá-lo de sua enfermidade, Nossa Senhora lhe declarou seu nome: Virgem de Guadalupe. No idioma dos índios a palavra soava como Coatlaxopeuh, que significa "Eu pisoteei a serpente de pedra".

E sem mais pesquisa ou consulta, até porque lhes parecia natural que o nome fosse aquele, passaram a designar o quadro miraculosamente pintado de "Virgem Santa Maria de Guadalupe".

 

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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