Reflexões / Matutações

Hoje, também a Igreja vive o Pentecostes!

27/10/2017

Lendo o Novo Testamento, vemos que, antes de Pentecostes, os Apóstolos eram inseguros, medrosos, disputavam cargos, tinham uma visão limitada a respeito do Reino... Mesmo tendo como formador e líder espiritual o próprio Jesus... Mas quando, em Pentecostes, foram batizados com o Espírito Santo, então foram transformados, capacitados para suportar por Cristo todas as dificuldades e o próprio martírio. O Espírito Santo foi a causa do fervor deles!

Matutava... Hoje, também a Igreja vive o Pentecostes! “Como não situar aqui a corrente carismática, mais conhecida como Renovação no Espírito? Ela se espalhou como fogo no mato. É muito mais do que uma moda passageira… Por um aspecto, especialmente, ela se assemelha a um movimento de despertar: pelo seu caráter público e verificável da sua ação que muda a vida das pessoas… É como uma juventude, um frescor e novas possibilidades dentro da antiga Igreja, nossa mãe... A renovação se coloca na Igreja e, longe de pôr em risco as instituições tradicionais, as reanima” – Yves Congar, 1981. “Não se trata nem mesmo, propriamente falando, de um movimento, mas de uma “corrente de graça” aberta a todos” – Fr. R. Cantalamessa, 16.12.2016.

 O que “muda a vida das pessoas” é o batismo no Espírito. Não é “fundamentalismo”, mas é preciso que busquemos realmente “aquilo que importa”, deixando de lado “aquilo que não é o essencial”. A expressão “batismo no Espírito” vem do próprio Jesus, quando, diante do iminente Pentecostes, antes de subir ao céu, ele disse aos seus apóstolos: “João batizou com água, mas vós, em poucos dias, sereis batizados no Espírito Santo” - At 1,5. Trata-se de uma renovação e uma atualização não só do batismo e da crisma, mas de toda a vida cristã, sendo o fruto mais importante a descoberta do que significa ter “um relacionamento pessoal” com Jesus ressuscitado e vivo.

 A vida cristã não é apenas uma questão de crescimento pessoal em santidade; é também ministério, serviço, anúncio, e para cumprir essas tarefas precisamos do “poder do alto”, dos carismas; em uma palavra, de uma experiência forte, pentecostal, do Espírito Santo.

 O mundo tornou-se tão indiferente ao Evangelho, tão seguro de si que somente pelo “poder” do Espírito podemos convencê-lo quanto “o pecado, a justiça e o julgamento” e arrancá-lo de todo secularismo e racionalismo em que se acha. Só as armas espirituais, “têm o poder de Deus de destruir fortalezas, destruir os argumentos e toda arrogância que se levanta contra o conhecimento de Deus, e de submeter toda inteligência à obediência de Cristo” - 2 Cor 10,4.

 São João XXIII falou de um “novo Pentecostes”...

 O Beato Paulo VI falava de um “perene Pentecostes: “A Igreja precisa do seu perene Pentecostes; precisa de fogo no coração, de palavra nos lábios, de profecia no olhar… Tem necessidade, a Igreja, de reconquistar a ânsia, o gosto, a certeza da sua verdade… E depois tem a necessidade, a Igreja, de sentir o refluir da onda de amor por todas as suas humanas faculdades, daquele amor que se chama caridade, e que precisamente está difundido nos nossos corações precisamente pelo Espírito Santo que nos foi dado” - audiência geral 29.11.1972.

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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