Reflexões / Matutações

Cegos Acomodados

01/08/2016

Lendo a biografia de alguns santos, encontrei um fato interessante. Durante a vida de São Martinho – 1579/1639 Peru – alguns cegos se esquivavam de se encontrar com ele, pois, achando que viviam bem temiam ser curados e com isso serem obrigados a trabalhar deixando uma vida fácil e preguiçosa.

 Fiquei matutando... Algumas pessoas, para não dizer muitas, parecem com esses cegos: acomodados numa vida obscura se esquivam de um encontro com Cristo que pode mudar suas vidas.

 Abraçar a fé implica em ter Cristo como sentido da vida e isso exige aceita-Lo como Senhor! Mas nem todos estão dispostos a isso. Muitos têm medo de perder a liberdade, tem medo, mas não conhecem o que seja a liberdade, são cegos! Alienados são carregados por outros que indicam por onde andar! Não sabem quais são os melhores caminhos, são cegos!

 A fé exige compromisso com as causas de Cristo e nem todos estão dispostos a se comprometerem, preferindo “não se envolver”. Cegos não querem engajar-se num compromisso que não seja com seu mundo limitado e obscuro. Desconhecendo outras realidades, por causa da cegueira, se aferram ao egoísmo de viver para si mesmo.

 “Crer não é um sentimento passivo, estático, mas pleno de ação; é um sentimento que nunca acaba, pois está em constante movimento, em contínua realização. Requer esforço e é nisso que consiste sua grandeza”- Romano Guardini.

 Recordo do cego Bartimeu – Mc 10,47, que ao ouvir que era o Senhor, não se esquivou se esquivou do encontro, “jogou o manto fora, deu um pulo e se aproximou de Jesus”. Não teve medo de deixar de ser cego... Preferiu ver e seguir com Jesus...

 

 

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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