Reflexões / Matutações

É tempo de esforçar descansaremos na eternidade

27/07/2017

Estava lembrando os “tempos da Comunidade Jovem”...

 O “Dito Sorvete” – saudoso amigo e irmão – tinha um bordão: “O tempo não volta mais”! Por isso mesmo, é preciso usá-lo com grande diligência. “Que bem aproveitem o tempo presente” - Ef 5,16. Ordem nos afetos e valores, ordem no tempo. Primeiro servir a Deus e louvá-Lo, depois qualquer outra coisa. Primeiro a alma, depois o corpo. Primeiro Buscar a santidade, depois as várias ocupações. “Sobretudo, revesti-vos do amor” - Cl 3,14.

 “Atenção à Preguiça”, dizia sempre o padre João “Bravo”, a nós “jovens”... “Não esmoreçamos na prática do bem, pois no devido tempo colheremos os frutos, se não desanimarmos. Portanto, enquanto temos tempo, façamos o bem” - Gl 6,9. Não desistir do bem iniciado. Se não começamos a fazer o bem, não procrastinar o tempo para começar. Visto que tanto a desistência quanto a procrastinação geralmente, são consequências da preguiça e precisamos nos precaver contra ela.

 E explicava: A preguiça é uma forma de tristeza, um tédio, um torpor mental que abate o espírito, de modo que ele não tem vontade de fazer ou dar início a boas obras. Isto acontece especialmente nas coisas espirituais, com relação à glória de Deus e à salvação das almas, pelas quais o preguiçoso experimenta um “cansaço”.

 A preguiça se opõe à alegria espiritual, que nasce da caridade e se satisfaz com Deus e com as coisas divinas. Ela torna o homem a pior e a mais inútil de todas as criaturas, até mesmo em relação às inanimadas. Na verdade, todas as criaturas cumprem as tarefas a elas confiadas por Deus, sem perder tempo. A preguiça coloca o homem no risco de perder os bens eternos, porque tira as forças necessárias para resistir ao inimigo e o expõe ao perigo de privar-se da graça e da glória.

 Estas lembranças fizeram-me considerar a vida de São Paulo. Bem consciente da vontade divina e da necessidade de trabalhar arduamente, não se cansava de pregar, de escrever, de consolar os aflitos, de confortar os fracos, de enfrentar perseguições e todo tipo de tribulações. Além disso, trabalho manual para ganhar a vida. “Vós bem sabeis que estas minhas mãos providenciaram o que era necessário para mim e para os que estavam comigo” - At 20,34. E, por isso, podia exortar os outros ao trabalho: “como bom soldado de Cristo Jesus, assume a tua parte de sofrimento” - 2Tm 2,3; “faze o trabalho de um evangelista, desempenha bem o teu ministério” - 2Tm 4,5.

 Matutei: agora é o tempo de esforçar para produzir muitos frutos - Gl 6,10. Descansaremos na eternidade.

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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