Reflexões / Matutações

Submeter a nossa vontade

13/07/2017

“Dia desses”, sentado lá no pé da cruz do Campo de Pentecostes, matutava... Quando não submetemos a nossa vontade a vontade de Deus, ergue-se uma barreira entre nós e Deus. Pois então, colocamo-nos contra Deus. À vontade de Deus revela o Seu coração. Por isso, não podemos caminhar no Espírito, se continuamente fazemos objeções a isto e àquilo, e nada nos agrada.

 O amor de Deus, revelado em Cristo Jesus, nos convida a uma vida nova. Por outro, o mundo nos pressiona com a fascinante presença dos ídolos e das ideologias, das luzes deslumbrantes da razão e da ciência, que acabam por escravizar-nos. Santo Agostinho diz que são duas cidades "mescladas e construídas em um só terreno: o coração humano”. Assim não se escapa à luta interior cujo sinal é o sofrimento do mundo.

 Luta que nos abriga a escolher, decidir, renunciar... A vontade de Deus e a minha vontade... A história apresenta situações onde é preciso discernir a vontade de Deus, que convida a construir o Reino entre nós pela fé, promotora da salvação dos homens. Compete ao Espírito de Deus convencer-nos, atuando em nós como o Advogado, o defensor da causa de Cristo e, consequentemente, de nossa fé. Diante do senhorio do mundo - fechado ao plano de Deus - defende o senhorio de Cristo Jesus, que está intimamente ligado à civilização do amor.

 A obediência é uma linha divisória entre dois grupos de cristãos: aqueles que sentem paz em seu coração, e os que não. Estes últimos estão inquietos e cheios de ansiedade. Facilmente ficam exaltados e amargurados. Chegam a rebelar-se contra Deus por achar exigente demais a sua vontade, somente quem entregar sua vontade a vontade de Deus, tem paz no coração...

 O ruído dos passarinhos e um preguiçoso por do sol sinalizavam que a tarde chegava ao fim...

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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