Reflexões / Matutações

A Semana Santa

07/04/2017

Semana Santa para nós cristãos é a semana mais importante do ano. É a oportunidade de mergulhar nos eventos centrais da Redenção, de reviver o Mistério Pascal, o grande Mistério da Fé: a paixão, a morte e a ressurreição do Senhor, sobretudo nos dias do Tríduo Pascal. Que nesta Semana possamos abrir os nossos corações para melhor acolher o dom inestimável da salvação que nos foi concedida pelo Sacrifício de Cristo.

 Na carta aos Filipenses - Fp 2, 6-11, encontramos aquilo que é essencial de todo o mistério da salvação a começar pela soberba de Adão que, embora não sendo Deus, desejava ser como Deus. E a esta soberba do primeiro homem, que todos nós sentimos um pouco em nosso ser, contrapõe a humildade do verdadeiro Filho de Deus que, tornando-se homem, tomou sobre si todas as fraquezas do ser humano, exceto o pecado, até a morte.

 A este despojamento até a paixão e morte, segue sua exaltação, a verdadeira glória, a glória do amor que realizou até o fim. E por isto é justo que no nome de Jesus “todo joelho se dobre nos céus, na terra e nos abismos, e toda língua proclame: Jesus Cristo é o Senhor!” - Fp2,10-11. Ele realmente, na sua humildade e obediência, na verdadeira grandeza do seu amor, é o Senhor do mundo diante do qual todo joelho deve se dobrar.

 Jamais compreenderemos suficientemente esta realidade. Jesus, mesmo sendo Deus, não faz de suas prerrogativas divinas uma posse exclusiva; não usa o seu ser divino e seu poder, como instrumento de triunfo e sinal de distância da humanidade. Ao contrário, “esvaziou-se de si mesmo” assumindo a miséria e a frágil condição humana! Kénosis! A forma divina se esconde em Cristo sob a forma humana, ou seja, sob a nossa realidade marcada pelo sofrimento, pela pobreza, pelos nossos limites humanos e pela morte.

 A participação radical e verdadeira na nossa natureza, em tudo exceto no pecado, o conduz até limite de nossa natureza, que é a morte. Mas tudo isto não foi fruto de uma cega fatalidade: foi uma livre escolha sua, por amorosa adesão ao plano salvífico do Pai. E a morte, a cujo encontro caminhou, foi morte de cruz, a mais humilhante e dolorosa que se podia imaginar.

 Tudo isto o Senhor do universo realizou por amor de nós: por amor desejou “esvaziar-se a si mesmo” e se fazer nosso irmão; por amor assumiu nossa condição, a de todo homem e de toda mulher e exaltado levou consigo toda a humanidade. Bendito seja o Senhor!

 Tenhamos todos uma santa Semana Santa!

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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