Reflexões / Matutações

dom de fortaleza

09/03/2017

O Espírito Santo age em nós por seus dons e por eles nos leva à conversão e pela conversão à vida santa, a vida conforme o Espírito – Gl 5,25. Matutando sobre os dons do Espírito Santo...

 O dom de fortaleza nos torna firmes e perseverantes, com energia suficiente para praticar as virtudes, até mesmo com heroísmo. Esse dom nos faz corajosos para enfrentar as dificuldades e perigos, mesmo o martírio - ato maior da fortaleza. Produz em nós a perseverança e a paciência, que nos fazem abraçar os sacrifícios necessários para alcançar a santidade e o Céu.

 A fortaleza presenteia-nos com a generosidade e a alegria da Cruz.

 Sabemos que, por nós mesmos, nada podemos: sem mim, nada podeis fazer - Jo 15,5. Nem dizer "Jesus é o Senhor", a não ser sob a ação do Espírito Santo! - 1Cor 12,3. Mas também sabemos que “tudo posso naquele que me dá força” - Fp 4,13, e que podemos dizer com segurança: “se Deus é por nós, quem será contra nó”? – Rm 8,31.

 A fortaleza é necessária para “vigiar e orar” – Mc 14,36. Sem ela nos tornamos tíbios e nos acovardamos diante da luta ascética: a mortificação, a oração e o jejum. Quando obstruímos e abafamos o dom de fortaleza, fugimos das exigências de Cristo: a renúncia e a cruz – Mt 16,24.

 Anulamos o dom de fortaleza quando enchemos a consciência de desculpas e mentiras, para não sermos tão generosos e firmes como Deus quer; quando enchemos a consciência de teorias de “autoajuda” que justificam a omissão e a mediocridade; quando relativizamos a Palavra de Deus...

 O tíbio, aquele que não acolhe os dons do Espírito, vive de maneira medíocre, na mentira de uma santidade sempre proposta e nunca seriamente desejada e pedida a Deus, nem tentada com esforço e sinceridade; no engano de uma entrega vista como sentido da vida, mas nunca efetivada; de uma imitação de Cristo proclamada como ideal, mas depois entendida como "exagero". Vive sem assumir nunca a "radicalidade evangélica" de que falava S. João Paulo II.

 “Onde não há mortificação, não há virtude e tampouco vida de oração. A vida santa supõe a mortificação por Amor” – S. Tomás de Aquino.

 Precisamos não descuidar da paciência, que muitas vezes é a maior fortaleza.

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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