Reflexões / Matutações

A fidelidade a Jesus constitui o martírio do cristão hoje!

09/12/2016

Sentado lá na cruz do “Campo de Pentecostes” matutava um dia desses... A fidelidade a Jesus constitui o martírio do cristão hoje!

 Talvez não o martírio em arenas de leões ou crucificados, como os primeiros cristãos, mas martírio verdadeiro: ser testemunha de Cristo neste mundo secularizado, individualista e que perdeu o senso do sagrado. Ser mártir hoje é testemunhar Jesus de uma forma desafiadora, não por alguns instantes ou meses, mas a vida toda, dia após dia, minuto a minuto.

 Quantos cristãos experimentam a incompreensão dos familiares, amigos, colegas de trabalho e até mesmo de membros da Igreja, por buscarem viver radicalmente e coerentemente o Evangelho? É a isto que Jesus nos chamou: o testemunho em meio à incompreensão; ser sal, fermento e luz, como Jesus falou. É assim que fé chega ao mundo, pois não há força maior que a força do Espírito que age em nós e nos leva a testemunhar Cristo pela coerência em relação ao Evangelho.

 Quando olhamos a missão que temos à frente é natural que pensemos que precisamos realizar grandes coisas, de preferência todas de uma só vez. Sta. Teresinha do Menino Jesus, que "queria assumir todas as vocações em toda a terra", dizia algo que nos faz matutar: "O menor ato de puro amor é mais útil à Igreja que muitas obras reunidas".

 O que Deus nos pede é fidelidade, coerência de vida e, por causa disso, martírio. Deus não nos chama a facilidade de uma vida sem sentido. Ele sabe o preço que pagou por nós. Deus nos chama à santidade. Isto inclui, antes de qualquer coisa, as "pequenas" coisas, a coerência de vida, o testemunho radical da fé, a oposição aos escândalos que encontramos, infelizmente, entre nós.

 Jesus já nos alertava acerca dos que escandalizam – Mt 18. Nossa incoerência de vida tem escandalizado muitas pessoas no mundo inteiro e tem afastado muitos - por vezes definitivamente - da Igreja, da fé em Jesus Cristo e, portanto, da salvação.

 Para sermos fiéis nas "pequenas" coisas, devemos ser exigentes conosco mesmos, evitando a todo o custo a frouxidão e relativismo de consciência que caracterizam o homem de hoje. O cristão que busca a coerência não admite concessões e meios-termos no que se refere à fé e a vivência do Evangelho.

 O cristão que busca a autenticidade prefere sofrer a pecar; prefere ser incompreendido a negar seu Deus; prefere o martírio a trair sua fé.

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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