Reflexões / Matutações

Renúncia de si mesmo, tomar a cruz, seguir

21/10/2016

Diante das dificldades em viver a vocação cristã que exige a “renúncia de si mesmo, tomar a cruz, seguir”, fiquei matutando a noite antes de dormir...

O que significa “renunciar a si mesmo”? – Mt 16,24 Por que se deve negar a si mesmo? Conhecemos a indignação dos filósofos “do bem viver”, defensores daqueles que fazem do “direito de ser feliz” uma desculpa para não se comprometerem com qualquer coisa que implique em “renúncia”. Tememos que sendo fiéis a Deus, vivendo a partir de critérios diferentes aos do mundo, perderemos algo e seremos tolos e infelizes.

As nossas desculpas ou racionalizações se referem sempre a essa exigência fundamental do caminho: renunciar a si mesmo. Renunciar a si mesmo não é uma operação autodestrutiva e frustrante, mas o golpe de audácia mais inteligente que podemos realizar! Atitude que exige coragem e convicção de que as palavras que nos chamam é a verdade.

Na realidade Jesus não nos pede para renegar o “que somos”, mas “aquilo no que nos convertemos”. Renunciar, não o que Deus fez que é “muito bom” – Gn 1,31, mas o que nós fizemos, usando mal nossa liberdade: o pecado e as “incrustações” geradas por ele que se disfarçam nas diversas desculpas quando confrontados com a Palavra.

“Renunciar a si mesmo” não é, portanto uma operação para a morte, uma destruição do “ser”, mas uma opção pela vida, uma escolha da beleza e da alegria. Renunciar a si mesmo é voltar-se para Deus como Cristo que renunciou a Si mesmo por amor a todos nós - Flp 2,6.

Autor: Tácito Coutinho - Tatá

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