Reflexões / Matutações

A oração é uma história de amor...

20/10/2016

A oração é uma história de amor vivida por Deus e o ser humano, experiência típica de um afeto elevado ao mais alto grau de amizade, e que se constrói pela troca recíproca do que se é e do que se tem. Isto nos faz compreender o que lemos em Apocalipse: “Eis que estou à porta e bato. Se algém ouvir a minha vos e abri a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo” – Ap 3,20.

 A oração é iluminação e alimento espiritual, que revigora, fortalece, apaixona e nos ajuda a suportar as vississitudes da vida. Todos são chamados a essa experiência vital e para tanto é preciso que tomemos consciência de que estamos na presença de Deus e aprendamos “entrar em nosso quarto e fechar a porta”, pois o Senhor “está no escondido” – Mt 6,6.

 Muitas vezes somos tomados pela aridez e isso tem levado muitos cristãos a desistirem da oração e da busca de uma vida interior mais intensa e consistente. É preciso distinguir as causa da aridez para ultrapassá-la.

 A aridez pode ser provocada pelo maligno, que produz em nosso coração uma espécie de perturbação, uma tendência para coisas vulgares e para a mediocridade. Provoca certa tristeza e um esfriamento no amor. Não podemos deixar de rezar quando estamos nesta situação, pelo contrário devemos insistir, pedindo ao Senhor que dê a consolação do livramento deste estado.

A aridez pode vir de minha rotina cotidiana. Muitas vezes estou por demais envolvido em atividades, mesmo pastorais, que ocupando todo meu tempo, impedem que eu “entre em meu quarto”. Ou pode ser que tenha procrastinado o tempo de oração permitindo que a tibieza se instalasse em minha vida espiritual. Talvez esteja concentrado em meus projetos e pouco disposto a escutar os projetos de Deus para minha vida. Neste caso, devo insistir na oração e buscar a conversão de meus propósitos e re-ordenar minha vida. Ajuda lembrar o tempo de consolação quando me alegrava na presença do Senhor e como isso era bom!

 A aridez pode ser também uma ação educativa de Deus, para que eu progrida na fé, esperança e caridade. Para que eu O procure por Ele mesmo e não por suas recompensas e consolações.

 Em todos os casos, é preciso permanecer fiel à oração, apesar da aridez, apoiando-se na Palavra. É certo que o sofrimento que a desolação provoca nos fortalecerá; é certo que, se resistirmos no tempo da aridez, a consolação será abunda.

 “Provai e vede como é bom o Senhor; feliz o homem que n’Ele se abriga. Temei o Senhor, santos seus, nada falta a quem O teme” – Sl 34/33,9.

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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