Reflexões / Matutações

Chorar a Perda dos Queridos

21/09/2016

Um dia triste! Morreu uma grande amiga: Nadir.

 A tendência é buscar consolação na fé, afinal a ressurreição de Cristo nos deu a vitória sobre a morte, mas não já... Isto implica em dor.

 A perda de pessoas queridas sempre será uma dor a enfrentar, apesar de todo consolo que vem da fé. O mistério da morte é algo, que embora parte da existência humana, que não é digerido facilmente, é algo que colocamos “no limbo” de nossas consciências, algo sobre o qual refletimos somente nas situações limites.

 Alguns pensam que a fé pode nos tirar a tristeza das perdas, como um remédio inibidor do sofrimento. A fé nos garante a esperança, o consolo não está na ausência da dor, mas sim na certeza de algo que ainda experimentaremos, mas agora permanece a dor.

 Amigos, comunidade, presenças, minimizam o sofrimento dos que perderam seus queridos, mas não o eliminam. A solidariedade ajuda a enfrentar a o vazio da presença amiga que se foi, mas não a substitui.

 A pergunta “por que?” permanece muda, as respostas, embora todas sinceras e carregadas de caridade fraterna, não satisfazem plenamente. É necessário caminhar, prosseguir, afinal sabemos para onde caminhamos. A morte não é o acontecimento definitivo, vamos para além dela em Cristo, o Senhor ressuscitado.

 Muitos acham estranho que os cristãos chorem a perda dos queridos. Lembro que Jesus, mesmo sabendo que Lázaro seria ressuscitado, chorou sua morte, porque o amava – Jo 11,35.

 Choro a perda da amiga Nadir. Choro a ausência de seu otimismo e de sua risada farta. Choro a dor de seus filhos. Choro a dor de sua morte, apesar de crer na ressurreição.

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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