Reflexões / Matutações

Namoro, Vocação, Castidade

16/09/2016

Um jovem veio conversar e o assunto? Namoro, vocação... castidade. É interessante, a conversa, quase sempre, flui naturalmente para este assunto, pois os apelos são muitos.

 

Depois que o jovem foi embora, fiquei matutando...

Infelizmente, em nossa sociedade atual, a castidade está tão deturpada que, na maioria das vezes, sequer tem-se a noção de seu verdadeiro sentido, sendo vista meramente como privação sem propósito. A psicologia freudiana, unida ao marxismo, trata a castidade como repressão social, que é usada pelo Estado e a Igreja, para manipular as pessoas. Sem este “entrave” as pessoas não só se veriam livres de muitas doenças psíquicas, que para Freud são ligadas à sexualidade, mas também seriam menos alienadas, menos susceptíveis à ordem social imposta. A história desmente esta teoria “insana”...

A questão não é só o sexo, mas a pureza de vida, um mandamento evangélico, esquecido (ou que querem fazer esquecer), que incompreendido pela cultura secularizada é apresentado como "recaIque", produzindo distúrbios não só espirituais mas também psicológicos. Permanecer casto é um desafio em nossos dias. O sexo tomou-se um modo de contestação e autoafirmação próprio das personalidades e sociedades imaturas. É "moderno" não se dar valor moral à virgindade fazendo dela uma “desvalor”, algo incômodo, “careta”, como se dizia na década de 70.

Ser casto é muito mais do que ser virgem. No entanto, a pureza, ou castidade, inclui necessariamente a vivência da virgindade até o matrimônio. Ser casto abrange a pureza de coração e de intenções, o desejo sincero de fazer a vontade de Deus, a fidelidade ao matrimônio... Inclui a determinação de não pecar, e isso não somente com relação ao sexo, mas em todas as áreas da vida. Inclui, ainda, uma compreensão madura do que seja a vida e a decisão de viver conforme a vontade de Deus. Viver a pureza é um desafio

Ser casto é correr o grande risco de ser incompreendido, chacoteado, caluniado... No entanto, vale a pena buscar esta graça. Vale a pena pedi-la a Deus e colaborar com toda vontade para que ela seja efetiva na nossa vida. Rezava Santo Agostinho, depois de sua conversão de uma vida licenciosa: “Senhor, que eu seja casto”!

No “mercado do sexo”, agressivo e desafiador dos dias de hoje, a busca da vida pura é um desafio para jovens de valor. Os tolos e imaturos, os “’modernos” e “descolados” nem sequer o entendem. Aqueles, porém, que encaram a vida com a serena alegria dos que creem em Deus abraçam o desafio com grande confiança de que a graça irá socorrê-los.

Ser casto é viver de maneira plena a verdadeira liberdade a que somos chamados, não se submetendo "as leis de mercado moral" ao qual querem nos submeter.

 

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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