Reflexões / Matutações

A castidade

16/08/2016

A banalização da castidade. Onde chegamos? Não é uma questão de ser conservador ou não, tradicionalista ou “moderno”, é uma questão de valores morais, de comércio de corpos, de prostituição – sexo por dinheiro. Ainda que a pretensa justificativa se revista de “preocupação social” (uma desfaçatez), não esconde o absurdo. Os motivos para essa atitude? São vários, mas poderíamos apontar um: a lei de mercado. Uma sociedade erotizada por vários agentes manipuladores, onde as “canções universitárias” chamam as mulheres de “filé” e as festas comparadas a açougues, já que só tem “carne de primeira”, é fácil entender: formou-se um mercado para “tal produto”, onde “um filé de primeira” tem valor alto. Então é só pagar – vários fizeram “lances!” – e “tchá, tchu”, e o “ai se te pego”, vira “delícia, delícia”...

A questão não é só o sexo, mas a pureza de vida, um mandamento evangélico, esquecido (ou que querem fazer esquecer), que incompreendido pela cultura secularizada é apresentado como "recaIque", produzindo distúrbios não só espirituais mas também psicológicos. Permanecer casto é um desafio em nossos dias. O sexo tomou-se um modo de contestação e autoafirmação próprio das personalidades e sociedades imaturas. É "moderno" não se dar valor moral à virgindade, fazendo dela – no caso da triste “benfeitora dos sem teto” – uma mercadoria como outra qualquer...

Ser casto é muito mais do que ser virgem. No entanto, a pureza, ou castidade, inclui necessariamente a vivência da virgindade até o matrimônio. Ser casto abrange a pureza de coração e de intenções, o desejo sincero de fazer a vontade de Deus, a fidelidade ao matrimônio... Inclui a determinação de não pecar (e isso não somente com relação ao sexo, mas em todas as áreas da vida). Inclui, ainda, uma compreensão madura do que seja a vida e a decisão de viver para cumprir a vontade de Deus. Viver a pureza é uma grande graça, da qual esta atitude que comentamos zomba abertamente.

Ser casto é correr o grande risco de ser incompreendido, chacoteado, caluniado, humilhado, maltratado. No entanto, vale a pena buscar esta graça. Vale a pena pedi-Ia a Deus e colaborar com toda a nossa vontade para que ela seja efetiva na nossa vida. No “mercado do sexo”, agressivo e desafiador dos dias de hoje, a busca da vida pura é um desafio para jovens de valor. Os tolos e imaturos, os “’modernos”e “descolados” nem sequer o entendem. Aqueles, porém, que encaram a vida com a serena alegria dos que creem em Deus abraçam o desafio com grande confiança de que a graça irá socorrê-los. Vivem de maneira plena a verdadeira liberdade a que somos chamados, não se submetendo “as leis de mercado moral” a quem querem nos submeter. Jovens, coragem! Sejam livres! Sejam de Deus!

(CONTEMPORANEIDADES) 

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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