Reflexões / Matutações

As novelas

11/08/2016

Estreou uma nova novela! É o de sempre, a que, triste e culposamente, já estamos habituados na televisão brasileira: imoralidade, violência, infidelidade, vulgaridade, destruição da família, diluição dos valores... E isso acontece por nossa omissão e conivência: assistir tais obras de moral profundamente anti-humana e anti-cristã, sem esboçar uma crítica, sem reagir. Assim, a televisão vai, mais e mais, operando sua obra de dissolução dos valores cristãos da sociedade brasileira...

Certamente, dirão que uma opinião assim é obscurantista, é uma forma de censura contra a liberdade de expressão artística que deve ser absoluta e ainda que as novelinhas nada mais fazem que retratar a realidade. Não é verdade que as novelas retratam a realidade. Elas ajudam a criá-la, estabelecendo padrões de comportamento e inspirando o modo de ver e avaliar a vida e suas situações. As telenovelas e a programação de alguns canais de televisão, embora não exclusivamente, têm parcela de responsabilidade na dissolução das famílias, banalização do sexo, gravidez precoce e fora do matrimônio, consumo de drogas e pela violência urbana... Os heróis muitas vezes apresentados são desprovidos de caráter, “Macunaímas” modernos, criados a cada folhetim!

Pavlov, médico russo, através de uma experiência com um cão demonstrou a possibilidade de condicionamento e que esse tipo de condicionamento pode ser à base do comportamento humano. A televisão usa essas descobertas a seu favor. Por exemplo: quando algum comercial, buscando gerar consumo, tenta associar a ideia de jovialidade com a imagem de uma marca de cerveja ou a de felicidade com uma rede de fast-food, ou, ainda,associar qualquer alegria com mulheres lindas e com pouca roupa, promovendo a erotização da sociedade, as ideias do russo estão lá, bem no fundo. Não podemos permitir que o condicionamento “pavloviano” determinado pelo “plim-plim” substitua nossas consciências. Afinal, como os cães de Pavlov, nós também podemos ser treinados para babar à toa...

Não há futuro para um povo que não tenha valores, que não tenha paradigmas e critérios morais. Que futuro poderá abrir-se para uma nação que se detém nas novelas, fazendo dela o condutor de sua educação e o orientador de sua formação de opinião? É preciso fazer algo; é preciso mudar esta situação. Não há vida sem Aquele que é a Vida e concede vida em abundância. (Pensando nas novelas)

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

Deixe seu comentário

Últimas


O essencial na vida cristã - 23/10/2017

A maturidade cristã - 20/10/2017

O farisaísmo é “um caminho segundo a carne” - 18/10/2017