Reflexões / Matutações

Castidade

06/08/2016

Vejo essas campanhas, “politicamente corretas”, de conscientização a respeito da AIDS e DST, na verdade, como propagandas do sexo “livre”, irresponsável e contra o casamento. Será mesmo que o que faz o sexo “seguro”, “responsável” e aceitável moralmente é somente fazer o uso de um simples preservativo? Estas propagandas passam a seguinte ideia: use camisinha e tudo é lícito, permitido, moralmente correto em matéria sexual! Será que nós cristãos podemos aceitar isso? Será isso que o Evangelho nos propõe?

Sexo não é brincadeira, como amor não é brincadeira! O sexo, verdadeiramente humano, construtivo no processo de humanização, conforme a vontade de Deus deve ser vivido num contexto de amor, responsabilidade, compromisso, de real e efetiva entrega de vida. Faz parte de um desígnio muito mais amplo, que envolve aquilo que Deus quer de nós: o homem segundo Cristo é chamado a viver sua vida sexual segundo Cristo!

Não se vê uma campanha a favor da castidade ou por uma vida sexual madura, do modo certo e no momento certo! O tema castidade parece esquecido, inclusive em nossas homilias! Nosso mundo está sexualmente doente; existe, hoje, uma fixação na questão da genitalidade! Não é correto, uma criança namorar aos doze anos, a ter relação aos quinze, a engravidar aos dezesseis; não é normal achar que em todo namoro tem que “rolar sexo”, não é decente trocar o verbo “fornicar” e “adulterar” por “namorar” e “namorar” por “ficar” e “ficar” por “transar”; não é cristão os pais permitirem que seus filhos levem parceiros para casa para terem relações. Do ponto de vista do Evangelho, é pecado e imoralidade!

Assim como é infidelidade ao Evangelho a atitude de professores cristãos, formadores de opinião católicos, escolas cristãs, permitirem e divulgarem a distribuição de “camisinhas” para seus alunos, muitos ainda adolescentes.

É claro que, ao fazer tais afirmações choca... como choca aos ouvidos do mundo neopagão um jovem afirmar que é virgem ou que é casto... Mas a questão é uma só: sobre quais valores construímos nossa vida? Para um cristão, qual é o critério último de moralidade: o mundo ou o Evangelho?

Quem dera que os cristãos escolhessem Cristo e seu Evangelho. Quem dera que tivéssemos coragem, de gritar, escrever, pichar nas paredes: “Por amor à vida, sejam castos! Por amor à vida, integrem sua sexualidade num propósito de vida! Por amor à vida, levem a sério o Evangelho”.

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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