Reflexões / Matutações

O vento de pentecostes

03/08/2016

“Desperta, vento norte e vem vento sul: sopra no meu jardim, para que se difundam os seus aromas” (Ct 4,16). No vento norte ou vento frio, que faz congelar e entorpecer tudo, está caracterizado o espírito do mal que se apossa dos malvados e bloqueia os germes do bem.

O vento sul, entretanto, ou vento quente, simboliza o Espírito Santo, que, atingindo as almas dos eleitos, as liberta de todo torpor e as impele a realizarem, com entusiasmo, tudo o que é bom e perfeito.

Que se vá, pois, o vento norte e venha o vento sul, soprando e espalhando, no jardim do Esposo, suaves aromas. Que se vá, também da Igreja e de qualquer alma, o espírito maligno e venha o Espírito Santo.

Que Ele, com sua vinda, infunda o fogo da caridade nos corações e os liberte do torpor da indiferença.

Como consequência, os aromas se elevam e se difundem, porque, com a vinda do Espírito Santo, o coração, que antes se mostrava gélido e entorpecido, passa a aquecer-se de verdade, sendo induzido à prática do bem. Que a voz do bem chegue rapidamente ao próximo, de modo que, ouvindo essas coisas, sinta-se estimulado também a fazer o bem. Desse modo, vai se propalar, por toda parte, com a efusão do Espírito Santo, o perfume das virtudes e o místico jardim se abrirá à floração, produzindo, posteriormente, frutos saborosos e abundantes.

(relendo os Padres da Igreja: São Gregório Magno)

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

Deixe seu comentário

Últimas


O farisaísmo é “um caminho segundo a carne” - 18/10/2017

O fermento dos fariseus - 17/10/2017

Os tempos atuais não são fáceis.. - 16/10/2017