Reflexões / Matutações

Depois de pentecostes

29/07/2016

Contemplando os primeiros discípulos do Senhor, no início da pregação do Evangelho, pós Páscoa, na expectativa da vinda definitiva do Senhor, observamos que eles descobriram existencialmente que o Espírito de Pentecostes ia realizando coisas maravilhosas em suas pessoas e através de suas pessoas: Desse modo, perceberam que seu agir "em nome do Senhor" reproduzia os efeitos do próprio Jesus. Digamos com mais força: Cristo ressuscitado agia através deles. A nova fé daqueles que os ouviam era uma "demonstração do poder do Espírito" e não um produto "da argumentação persuasiva da sabedoria humana" (1Cor 2,5); e realizavam-se, “em nome de Jesus Cristo, o Nazareno” sinais e milagres, estímulos à fé.

Agir em nome de Jesus não era, neles, simplesmente cumprir uma obrigação. Agir em nome de Jesus seria daí em diante, prolongar a vitória do Senhor, pelo amor, sobre o pecado e a morte. Agir em nome de Jesus seria, a partir deles, até o fim dos tempos, colocar-se sob a permanente influência do Espírito de Deus. Consistiria em assumir a vocação universal a santidade e a missão em favor da vida humana de nosso tempo, com uma "maior coerência". Agir em nome de Jesus, desde Pedro e João, seria dar a vida por amor no serviço ao rebanho de Cristo, nas formas mais diversas, exigidas pela vida moderna.

(meditando Atos 3,1-10)

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

Deixe seu comentário

Últimas


O farisaísmo é “um caminho segundo a carne” - 18/10/2017

O fermento dos fariseus - 17/10/2017

Os tempos atuais não são fáceis.. - 16/10/2017