Reflexões / Matutações

Cristo Vive em Mim

06/07/2016

Nós não nos fazemos cristãos. Tornar-se cristão não é resultado de minha decisão exclusivamente. É evidente que minha decisão é necessária, mas, sobretudo, é uma ação de Deus: não sou eu que me faço cristão, mas eu sou feito cristão por Deus que me assume como filho no batismo. Na realidade é dizendo “sim” a essa ação de Deus é me torno cristão. Tornar-se cristão, num certo sentido, é passivo: eu não me faço cristão, mas é Deus quem me faz um filho seu, é Deus quem me toma pela mão e realiza a minha vida numa nova dimensão.

Do mesmo modo como não sou eu que me faço viver a mim mesmo, mas é a vida que me é dada; nasci não porque me fiz homem, mas nasci porque o ser homem me foi dado. “Assim também o ser cristão me é dado, é um passivo para mim, que se torna um ativo na minha vida” – Bento XVI. E este fato do passivo inclui o mistério da Cruz: só morrendo para o meu egoísmo, renunciando a mim mesmo, posso ser cristão.

(sobre o batismo)

Autor: Tácito Coutinho - Tatá - Moderador do Conselho da Comunidade Javé Nissi

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